quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

A LATINHA E A CRIATIVIDADE


Uma das cenas mais criativas, vi neste carnaval. Catar as latas de alumínio já é um trabalho duro, imagine amassar uma por uma. Pois bem, eles agora tem uma máquina. O ônibus pára no ponto e lá vem o catador com 3 sacos enormes que coloca enfileirados embaixo das rodas traseiras. Quando o ônibus parte, pronto, tá tudo amassado. Sempre coloco para os alunos da universidade que criatividade não reside em quem faz criação em publicidade, ou cria textos de teatro e roteiros de cinema.

A criatividade, em especial nos dias de hoje, é uma arte de olhar o novo, olhar para frente. As escolas de samba são um ótimo exemplo de criatividade, sem pre foram e lendo entrevista de Fernando Pamplona (para quem não sabe o carnaval é antes e depois dele, todos os carnavalescos - Joãosinho, Maria Augusta, Rosa, Arlindo - beberam nesta fonte) no jornal de domingo acredito que chegou a hora de uma nova virada. Só se reclama, todos os anos, da falta de dinheiro nas escolas e só ganha quem teve "patrocinador". A escola que teve 8 milhões para fazer carnaval leva o título. A virada criativa, aqui discordadno da opinião do Pamplona, pode assumir definitivamente o merchandising nas escola. Atualmente é tudo velado, por debaixo dos panos. (contravenção, lavagem etc).

A Formula 1 abastece sua criatividade através do merchandising em carros e pilotos. E olha que é muito mais cara. A cada ano a FIA impõe restrições aos carros para ficarem mais lentos e a critividade dos engenheiros derruba todos os limites. Carros cada vez mais rápidos, mais seguros, mais econômicos. Em breve carros de fórmula 1 elétricos. Anota aí. As escolas precisam de regulamentos que as tornem mais equilibradas e com liberdade de captação de recursos e que vença a a mais criativa. É só ver na hora da apuração. Todos os quesitos são nota dez. Como diferenciar, ver realmente a melhor? Começa com julgadores bem pagos, bem treinados, para em especial saber quando uma comissão de carnaval conta realmente bem um enredo. Não existe uma ópera melhor que a outra. Existe preferência por determinado músico, o que as diferencia da vaia ou aplauso é a montagem, direção e elenco. Quem venha o patrocínio aberto com regras e limites que aumentem a concorrência e dificuldades, estimulando o ser criativo.

PS. também vi coisas nada criativas. A NET colocou bicicletas tipo triciclo com um coitado de um funcionário puxando duas pessoas. Com este calor, os puxadores pareciam que sempre estavam acabados, suando, passando mal. E as pessoas atrás constrangidas, suando muito e com um sorriso amarelo solar.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

A VIDA VIRTUAL


Vou reproduzir - com a licença - a coluna do Rui Castro na Folha de São Paulo, sábado, 14/02 e do Quino a charge aí ao lado.
O jornal impresso é uma mídia física. E, como todas as mídias físicas, corre sério perigo. Nem o tubarão australiano Rupert Murdoch quer mais "imprimir sobre árvores mortas", como ele ingratamente disse. O jornal do futuro será um celular a ser levado na palma da mão, inclusive para o banheiro, que sempre foi o melhor lugar para ler jornal.O livro também é uma mídia física. E, como tal, igualmente está com as barbas de molho. Para o seu lugar, já existe o (por enquanto, só nos EUA) Amazon kindle, um leitor de livros eletrônicos do estoque invisível da Amazon, a famosa loja virtual. A engenhoca "baixa" milhares de títulos, do pioneiro "Le morte d'Arthur", de 1485, ao último escritor afegão, irlandês ou africano inventado pelas editoras.O CD também é uma mídia física, e já quase em estado ectoplásmico. Ninguém mais pensa em comprar discos. Com dois toques num aparelhinho, a música que você quer surge de uma discoteca no espaço e penetra para sempre no seu iPod, indo fazer companhia às 180 horas de música que você já armazenou e que, um dia, pretende ouvir, todas de uma vez. E o DVD é outra mídia física em avançado estágio de decomposição. Assim como se "baixam" músicas, "baixam-se" filmes, legal ou ilegalmente -de "A Vida de Cristo", de 1904, ao último Woody Allen, que ele ainda nem terminou de filmar-, para ser vistos numa telinha de três polegadas. Se você for monoglota, o pirata "baixa" as legendas em português, e estamos conversados. De repente, concluo que, como o jornal, o livro, o CD e o DVD, eu também sou uma mídia física. Donde, como eles, candidato à extinção. Talvez um dia me transforme num espírito puro, virtual. Mas, se puder escolher, vou preferir impuro -não sei se a vida apenas virtual tem essa graça toda.
Eu sou publicitário e o texto me fez pensar o quanto somos mídias físicas, o quanto a publicidade depende disso. Vejo alguns alunos com algumas traquitanas nas mãos que me humilham e me dizem: você é um candidato a extinção também. Plagiando a Mafalda "abaixo o mundo virtual."

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

MY LEFT FOOT IS THAN BIGGER OF MY RIGHT FOOT

WHEN YOU FALL IN LOVE FOR A PHOTO
JUST A PHOTO
IS NOTHING MORE
HOW CAN I EXPLAIN
ALL THE WAY, ALL THE WAY WHERE MY REASON END
SO CLOSE
I'M LOOKING FOR YOU IN CARAS AND WAITING IN THE ROOM OF DENTISTRY
HOW IS POSSIBLE TO SEE A VISIBLE KIND OF FACE
AND I'M FREEZE(ICE) NO ONE COULD TELL THE DIFERENCE
I REMEBER 84 Charing Cross Road