sábado, 20 de setembro de 2008

NOVA ORTOGRAFIA

Em breve uma mova mudança na ortografia. Cai o trema. Não sei como vou fazer para dizer ubiquidade sem o trema. Afinal a web 3.0 que está chegando e ela, segundo dizem, tem o dom da semântica e da ubiquidade. Como trabalho com a ubiquidade vai ficar complicado.

Passamos a ter 26 letras -k,w e y - como se alguém deixasse de chamar Ygor ou Washington porque elas não estavam incorporadas oficialmente ao nosso dia-a-dia(ops!erro?)

Mas a mudança que vai me fazer mais falta é o acento diferencial de pára - flexão verbal e para - preposição. Sempre estive para você, este alguém que faz parte da minha vida de forma constante, sempre estive para essa pessoa de corpo, e de alma de todas as formas possíveis para que minha presença fosse notada.

Mas o pára que sempre escuto é esse. Apesar de você não crer em mim - também passa a ser creem, sem acento - a solidão que escuto do meu interior não pára de gritar para que eu tome meu rumo, para que eu respeite seu "casamento". Sempre me lembro da canção que elegi como nossa: "não importa com quem você se deite, apenas te peço que aceite o meu estranho amor". Preciso parar logo com isso. Sou um contraregra (sem hífem) que tem de seguir as regras, seguir o destino.

Nunca acreditei muito nele, afinal mudamo-os a todo instante. Nunca nos preocupamos muito com as palavras, mas como elas têm (assim mesmo) poder. Nunca nos preocupamos muito com a ortografia. Às vezes nem com os sentimentos das pessoas. Normalmente ignoramos as (pára) reformas que podemos fazer.

2 comentários:

Anônimo disse...

Às vezes, na pré tensão (sic) de valorizar forma ou conteúdo, acabamos desqualificando ambos simultaneamente, seja nos relacionamentos com a língua, seja com as pessoas. Normalmente, só nos damos conta quando já fizemos a bobagem. A melhor solução quejá vi foi uma piada: o sensacional "Pára Tudo Anti-merdeitor Tabajara"...

Edu Corrêa disse...

Lembro daquela piada do guarda que deixou o motorista infrator ir embora sem multa só por não saber escrever "Washington".
O tabelião que registrou um candidato político do Rio, no entanto, não pestanejou: registrou a então criança como "Uóston".
Pra tudo tem jeito. Com um presidente semi-analfabeto o melhor é generalizar, mesmo.